atlas.

sou teu atlas.
carrego o mundo nas costas
e enquanto me arrasto,
choro ao chão, e nem mesmo meu reflexo posso ver.

concreto.
subam em cima de mim, minhas costas parecem largas
e fortes o suficiente.

mas a fadiga e o tempo não são tão humildes e
eventualmente eu me pego ajoelhado.

sem valor para jogá-los ao lado,
jogo a mim mesmo.
sem coragem, fico quieto.
sem humor, me deito.
sem abraço conversado, me lamento.
sem nada à frente, me esmago neste peso.

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