sopro.

sinto-me completamente vazio.
será assim que nós finalmente nos integramos ao mundo?
os encontros são bem-vindos, mas se tornam cada vez mais como
choques curtos que
mexem comigo, mas não me movem.

e finalmente
nas madrugas
me derreto em melancolia

doce e infeliz sopro
aquele que por aqui passou.
já fazem anos
e nunca mais voltou.

teus seios.

e há essa garota especial em minha cabeça.

timidus ad infinitum, me deixas
ainda que não saiba.

– Timido voce? Até Parece!
vocês não sabem!

provavelmente nunca falaremos
nas proximidades labiais que agradariam meus desejos

lhe abracei enquanto você deitava,
e quando acordei, nada real.

com esse teu sorriso sincero
e o jeito escondido que grita
– “me cuida”
e eu te cuidaria,
mas nada será de nós.

um dia dormirei
e te beijarei uma última vez,
e teus seios que me fazem vibrar,
sua pele cristalina
e tuas risadas,
morrerão uma última vez em meus braços.

e logo eu desejarei a próxima rodada.

2017.

uma última tragada para
nós.
ficaremos juntos em 2017,
para sempre.

e um outro você,
e um outro eu, disparam,
para as novas 52 semanas que nos aguardam.

não planejamos esta maratona
e fomos intimidados a entrar nela.
sem roupa certa,
sem preparos ou avisos.
rastejamos no sol
e pedras nos foram jogadas.
e ainda que eu estava aqui,
e você ai,
nos empurramos.

obrigado e,
agregam-se nossos sorrisos
e acumulam-se nossas conversas.

ainda teremos mais conversas
sobre o bom e ruim,
e ideias e projetos
e amores e desavenças
e mijos em cima de áudios
e toda amizade que poderia ser,
será.

suados e aos joelhos,
chegamos, e agora: a vida.
de novo e de novo e de novo
e de novo
e de novo.

o sol não dói mais.
respiremos.

phantázein.

medo de emparelhar
o teu
com o meu
e então:
deleitamento!

quiçá a dúvida do bom
que já foi ruim.
apreensão, e então:
minha confusão.

desagrado, pelos meus fantasmas.
meus.
mas tão deles que retenho
desprezo.

começo a briga.
desprezo a solidão,
pois ela são vocês, phantázein.
mas sempre amei,
sou soberano! e então:
me amo.

vista-se de mim.

um doce vestido,
leve como teus cabelos
e
os ventos passando em teu sorriso,
me fariam pensar agora em felicidade.

o corpo sempre sutíl.
aquelas ideias que me pegam:
explosivas,
cheias de quês sobre o mundo,
e a paixão pela arte,
filosofia ou ciência:
chicoteiam em qualquer lugar
de meu corpo cheio de mim,
que me aponta para ti
em um tufão sem muitos rumos.

me cego e tento me guiar
pelas vozes de teus
problemas sem sentido
– jogamos fora algumas risadas.

lhe abraço e quero
beijos
e minha boca se guia a tua
e você se guia a mim.

e cá estamos então,
em um romance fadado
a morte.

mas me tento em alguns versos de amor,
mais uma vez.
se crescer agora,
posso estar na muralha da vida,
que outrora me foi negada.

permita-me fugir nos instintos:
tire teu
vestido
e me vista de você.

há tempos meus desejos
não discriminam todos detalhes
que há num corpo como o este.

venha
a mim.

midnight train coming through my stomach.

anxiety attack!
and before my eyes I self-harmed.

1h57 am and its just like a blink of an eye:
– like BOOM!
hours past by
feelings peaking
and I,
stuck with my night and daymares.

find a love;
find a job;
find a fucking heaven on hell, already.

I get passionate about details as fast as I can think.
as well, I get stuck in the middle as stubbornly as it could get.

no good conditions
from trying to be a savior of the world,

but of myself.

childish Gods.

and I felt myself
cracking into a million pieces
when we spoke about our childish Gods,
and how they were now, just
burning into deep hell.
and watching us,
and we were watching them.
and everybody cries aloud.

you had yourself broken down by all of ’em.
we must take hands.

I have you felt in my bones.
and I felt myself,
cracking
into a million pieces.

andarilhos.

a sopa sempre esfria
devemos então, esquentá-la, jogar fora e buscar outra
ou simplesmente abraçar o frio?

renunciamos o eu-tu, pelo nós todos?
ou pelo eu-outro?

andarilhos de um mundo distímico,
onde nada se sente nas passagens.
continuamos andando a sua mercê,
ainda que as lágrimas venham no vazio solitário?

medo do pouco
ou do muito?
medo do status quo!
quando tudo se mantém repetindo,
aceite, bebendo teu próprio veneno
e então sorria ao minúsculo.
nada grande, para quem sempre busca
crescer.

os traumas aguçam meus enganos,
despercebidos passam
e eu me refaço, passo-a-passo.
na vida, não se tem tutorial.

vou então, abraçar o frio,
que é fadado.
meus traumas desfaço,
andarilho agora descalço,
é tudo um acaso, devo perceber.

ando onde for, sou nós
e no meu próprio veneno
descubro o que está depois,
e então, um novo frio
esquenta.

you wont mind, no.

Do you even see me
In your own mind, sometimes?
Do you even feel this urge I feel
to crawl down to me, sometimes?

Well, nevermind
The wheather is so fine,
and I am amused by some
pretty voices.

You won’t mind, no
I just waste time
Drink, cola, dances
at the bar.

You won’t mind, no.
in a little time.

not quite ready to die.

scars
that we were left with
from the hightpoints of
the universe.

voices now call me
to the ground.

they hit me right.
yet not so bright the future,
I cannot reach it.

I’m sorry
and I beg myself to hit just the
medium tic-toc of the average human being.

I suffer from insufficience
to hit my old default mode

not quite ready to die,
amused by the world,
I cannot fly again.

wings hurted
the medicine is not clear.

I commit to sins
so I can feel alive.