one.

…as vezes no meio de seu sono, ele acordava. suando. com muito calor – ainda que estivesse frio e ele não sairia de baixo das cobertas, era seu esconderijo preferido desde pequeno. o mosquito havia voltado. em seu ouvido. será? a única certeza que ele tinha era o barulho que já o acordara 5 vezes. o barulho do mosquito em seu ouvido. novamente iria usar as mãos para abafar o barulho do tal bicho, e depois de não funcionar, taparia seu rosto inteiro com o travesseiro. já sabia.

dormir por longas horas, que sempre fora seu refúgio, estava agora o abandonando. o que seria dele?
havia sido abandonado por muitas coisas. dormir poderia ser mais uma delas?
pensava por alguns instantes que o mundo fora e era injusto demais com ele.
bem, o mundo não era nada a não ser o mundo. e apenas aquilo. todo o resto estava em sua cabeça.
estava ele ficando louco?

como continuar assim?
as vezes ele pensava em cuspir ao alto e deixar cair em sua própria cara. era ele trouxa? ou apenas inteligente demais? todos os dias ele parecia carregar os maiores fardos que sua vida poderia lhe oferecer. ainda assim, apenas compreendia e aceitava tudo aquilo. algumas semanas atrás até mesmo suas pálpebras dos olhos pareciam seder ao peso verdadeiramente grande dos “fardos”, tal como foi falado.
agora, seu senso de humor parecia segurá-lo entre aqui e a loucura. o que era o tal de “aqui”, nem ele mesmo saberia dizer.

todos os dias ansiava a fazer algo que não queria fazer. mas todo o barulho do mundo parecia o fazer levantar da cama e mandá-lo para longe dali o mais rápido possível.

em seus pensamentos, descrever tudo isso parecia áspero demais. talvez de fato fosse.

mas o normal, o tradicional era tudo ficar bom em algum ponto. não?
ninguém parecia lhe dar o astucioso sim.
as pessoas apenas diziam que havia um leque de vias para se correr. dizem que você joga a sorte para o alto, escolhe uma dessas vias e quem sabe encontra um sorriso no meio, no fim, ou sabe-se lá onde. talvez. aventuras até que o pareciam alegrar…

I look at my desk, damn its such a mess around here.
there is Kafka half read that I should finish. The love book from Bukowski on the other side with the page marked on some fucked up poem. On the road is waiting my reading for months. Hell. I should finish something already.
My mind is blowing. There is too much going on and my body started forcing me to keep life simple long ago.
You wake up after 2 hours of sleep. Can’t fall anymore. The sleep is shitty. You feel some hot weather that is only on your mind in the surface of your skin. What is this?
There is just too much to do, to much to care for and about, too much to wait for, to think through. Is the timing right?

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