súplica.

não está em meu alcance
ser nem metade do que me aspiram a ser.
eu não sou apenas eu,
mas todos vocês.
formamos um nós,
e agora encurralado em
extrapolações dos absurdos,
finalizamos-nos com as palavras.
na impossibilidade da expressão coesa e verbal
nos ataco em músicas e poesias para viver os sentimentos proibidos
em vossas narrativas.

quero paz.
não me deixem em paz.
transcedemos todos juntos.
faço a súplica e vocês,
o protesto.

talvez um dia.
por hora, sobrevivo tendo-me.

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