vista-se de mim.

um doce vestido,
leve como teus cabelos
e
os ventos passando em teu sorriso,
me fariam pensar agora em felicidade.

o corpo sempre sutíl.
aquelas ideias que me pegam:
explosivas,
cheias de quês sobre o mundo,
e a paixão pela arte,
filosofia ou ciência:
chicoteiam em qualquer lugar
de meu corpo cheio de mim,
que me aponta para ti
em um tufão sem muitos rumos.

me cego e tento me guiar
pelas vozes de teus
problemas sem sentido
– jogamos fora algumas risadas.

lhe abraço e quero
beijos
e minha boca se guia a tua
e você se guia a mim.

e cá estamos então,
em um romance fadado
a morte.

mas me tento em alguns versos de amor,
mais uma vez.
se crescer agora,
posso estar na muralha da vida,
que outrora me foi negada.

permita-me fugir nos instintos:
tire teu
vestido
e me vista de você.

há tempos meus desejos
não discriminam todos detalhes
que há num corpo como o este.

venha
a mim.

midnight train coming through my stomach.

anxiety attack!
and before my eyes I self-harmed.

1h57 am and its just like a blink of an eye:
– like BOOM!
hours past by
feelings peaking
and I,
stuck with my night and daymares.

find a love;
find a job;
find a fucking heaven on hell, already.

I get passionate about details as fast as I can think.
as well, I get stuck in the middle as stubbornly as it could get.

no good conditions
from trying to be a savior of the world,

but of myself.

childish Gods.

and I felt myself
cracking into a million pieces
when we spoke about our childish Gods,
and how they were now, just
burning into deep hell.
and watching us,
and we were watching them.
and everybody cries aloud.

you had yourself broken down by all of ’em.
we must take hands.

I have you felt in my bones.
and I felt myself,
cracking
into a million pieces.

monge estressado.

my room still full of smoke. the place, it gets a different air everytime I do it here.

today I plugged in my earpods, once again after a while. something about getting outside of reality somehow, and still my stressors around, I get a different picture and sensation of what I am.
on the subway, its very late, people from everywhere doing anything, and this getaway somehow gets me closer to those elements that make me feel passionate about life, and I get some kind of satisfaction out of the blues.

there is something that I find so funny about it all. I get by the world behavioring like hell, sometimes my resting state is at its peak and anyways the evil things get to me. I urge to elude, thus I be. I urge to get to you again, thus I do not. I urge to smile, thus I am. and finally, I urge to cry, thus I just feel. closer,
and closer to being alright.

andarilhos.

a sopa sempre esfria
devemos então, esquentá-la, jogar fora e buscar outra
ou simplesmente abraçar o frio?

renunciamos o eu-tu, pelo nós todos?
ou pelo eu-outro?

andarilhos de um mundo distímico,
onde nada se sente nas passagens.
continuamos andando a sua mercê,
ainda que as lágrimas venham no vazio solitário?

medo do pouco
ou do muito?
medo do status quo!
quando tudo se mantém repetindo,
aceite, bebendo teu próprio veneno
e então sorria ao minúsculo.
nada grande, para quem sempre busca
crescer.

os traumas aguçam meus enganos,
despercebidos passam
e eu me refaço, passo-a-passo.
na vida, não se tem tutorial.

vou então, abraçar o frio,
que é fadado.
meus traumas desfaço,
andarilho agora descalço,
é tudo um acaso, devo perceber.

ando onde for, sou nós
e no meu próprio veneno
descubro o que está depois,
e então, um novo frio
esquenta.

band-aids.

está todo mundo perdido demais. passamos milênios deteriorando e refinando a fala, e chegamos em lugar nenhum. estamos cada vez mais a mercê do caos, e nosso histórico sociocultural nos prevê de longe. não conseguindo descrever-nos, muralhas são construídas entre um corpo e outro, e os contatos vulneráveis se desvanecem furiosamente. foda-se, respirarei aos pés de uma poesia mundana qualquer!

abstenho-me de minha vivência, e ela me transpassa. nada importa. continuo a atuar conforme proposto. sem sincronia alguma com o que está acontecendo ao redor, ainda estou na dança, ela não irá parar. ela manda. as vezes dançarei tristonho, às vezes risonho. tudo tem perdido e ganhado sentido de forma tão rápida e mecânica quanto meus pulmões se enchendo e esvaziando de ar em um piscar de olhos.

you wont mind, no.

Do you even see me
In your own mind, sometimes?
Do you even feel this urge I feel
to crawl down to me, sometimes?

Well, nevermind
The wheather is so fine,
and I am amused by some
pretty voices.

You won’t mind, no
I just waste time
Drink, cola, dances
at the bar.

You won’t mind, no.
in a little time.

not quite ready to die.

scars
that we were left with
from the hightpoints of
the universe.

voices now call me
to the ground.

they hit me right.
yet not so bright the future,
I cannot reach it.

I’m sorry
and I beg myself to hit just the
medium tic-toc of the average human being.

I suffer from insufficience
to hit my old default mode

not quite ready to die,
amused by the world,
I cannot fly again.

wings hurted
the medicine is not clear.

I commit to sins
so I can feel alive.

miles to go before I sleep.

inserido nas dúbias fases da vida, alguns espíritos superiores se engajam em minha vida e escrevem, do passado para cá, meu viver atual:

Whose woods these are I think I know.
His house is in the village though;
He will not see me stopping here
To watch his woods fill up with snow.

My little horse must think it queer
To stop without a farmhouse near
Between the woods and frozen lake
The darkest evening of the year.

He gives his harness bells a shake
To ask if there is some mistake.
The only other sound’s the sweep
Of easy wind and downy flake.

The woods are lovely, dark and deep,
But I have promises to keep,
And miles to go before I sleep,
And miles to go before I sleep.

phoenix.

just struggling, stumbling
to find some redemption.
 
I go by myself.
and some talking heads,
inside,
outside my own mind.
 
my foundations,
– oh betrayers!
they all: cheated on me.
 
I lay on the ground now,
and I long to find redemption.
I keep wondering if
it is redemption
that will find me, instead.
 
I will keep punching,
taking the punch
and by foot, by hands
I build this path
and forward I go.
 
and may I foreseek
– oh, dirty angel
that I will become the phoenix myself?