marcha do silêncio.

Aqui chegamos então
– não há caminhos senão este
E daqui, somos prisioneiros.
Por não termos sido prisioneiros de todos outros.

Me engasgo em soluções ilusórias.
Costumo agir em falácias românticas.

Essas palavras
fazem sua gênese em meu estômago agora enjoado.
Saem de minha garganta e deixam dor,
mas também alívio.

Me abraço no vazio após querê-lo.
Me encolho, e então,
melancolia.
– um bebê.

Mas amo-me por tudo que não foi.
Do resto fui tudo.

Minhas trágicas tragadas:
metafísica.
Tento ir mas fico aqui,
como todos os outros zumbis que me cercam.

Todos estão perdidos.
Àquele romanticismo teimoso, meu falso desapego.

E após e aquém de tudo,
o silêncio continua em sua marcha infinita.

broken glasses.

smash.
noise.
crack.

broken glasses
on the otherwise supposed
good, sweet and dreamy cube house.

the full house
getting injured once again
and its all over the places.
glass pieces on your brain,
and now only life to get them out,
– what life, but?

bleed the house!
empty house makes grin grow.
only then
– acception i mean, you see?
will the floor briefly smooth around us
and then finally:
band-aids,
followed by our incarnated relationships being
vulnerable and dialectical.

now, god damn it! hell on earth:
forward we go.

sopro.

sinto-me completamente vazio.
será assim que nós finalmente nos integramos ao mundo?
os encontros são bem-vindos, mas se tornam cada vez mais como
choques curtos que
mexem comigo, mas não me movem.

e finalmente
nas madrugas
me derreto em melancolia

doce e infeliz sopro
aquele que por aqui passou.
já fazem anos
e nunca mais voltou.

2017.

uma última tragada para
nós.
ficaremos juntos em 2017,
para sempre.

e um outro você,
e um outro eu, disparam,
para as novas 52 semanas que nos aguardam.

não planejamos esta maratona
e fomos intimidados a entrar nela.
sem roupa certa,
sem preparos ou avisos.
rastejamos no sol
e pedras nos foram jogadas.
e ainda que eu estava aqui,
e você ai,
nos empurramos.

obrigado e,
agregam-se nossos sorrisos
e acumulam-se nossas conversas.

ainda teremos mais conversas
sobre o bom e ruim,
e ideias e projetos
e amores e desavenças
e mijos em cima de áudios
e toda amizade que poderia ser,
será.

suados e aos joelhos,
chegamos, e agora: a vida.
de novo e de novo e de novo
e de novo
e de novo.

o sol não dói mais.
respiremos.

vista-se de mim.

um doce vestido,
leve como teus cabelos
e
os ventos passando em teu sorriso,
me fariam pensar agora em felicidade.

o corpo sempre sutíl.
aquelas ideias que me pegam:
explosivas,
cheias de quês sobre o mundo,
e a paixão pela arte,
filosofia ou ciência:
chicoteiam em qualquer lugar
de meu corpo cheio de mim,
que me aponta para ti
em um tufão sem muitos rumos.

me cego e tento me guiar
pelas vozes de teus
problemas sem sentido
– jogamos fora algumas risadas.

lhe abraço e quero
beijos
e minha boca se guia a tua
e você se guia a mim.

e cá estamos então,
em um romance fadado
a morte.

mas me tento em alguns versos de amor,
mais uma vez.
se crescer agora,
posso estar na muralha da vida,
que outrora me foi negada.

permita-me fugir nos instintos:
tire teu
vestido
e me vista de você.

há tempos meus desejos
não discriminam todos detalhes
que há num corpo como o este.

venha
a mim.

midnight train coming through my stomach.

anxiety attack!
and before my eyes I self-harmed.

1h57 am and its just like a blink of an eye:
– like BOOM!
hours past by
feelings peaking
and I,
stuck with my night and daymares.

find a love;
find a job;
find a fucking heaven on hell, already.

I get passionate about details as fast as I can think.
as well, I get stuck in the middle as stubbornly as it could get.

no good conditions
from trying to be a savior of the world,

but of myself.

childish Gods.

and I felt myself
cracking into a million pieces
when we spoke about our childish Gods,
and how they were now, just
burning into deep hell.
and watching us,
and we were watching them.
and everybody cries aloud.

you had yourself broken down by all of ’em.
we must take hands.

I have you felt in my bones.
and I felt myself,
cracking
into a million pieces.

andarilhos.

a sopa sempre esfria
devemos então, esquentá-la, jogar fora e buscar outra
ou simplesmente abraçar o frio?

renunciamos o eu-tu, pelo nós todos?
ou pelo eu-outro?

andarilhos de um mundo distímico,
onde nada se sente nas passagens.
continuamos andando a sua mercê,
ainda que as lágrimas venham no vazio solitário?

medo do pouco
ou do muito?
medo do status quo!
quando tudo se mantém repetindo,
aceite, bebendo teu próprio veneno
e então sorria ao minúsculo.
nada grande, para quem sempre busca
crescer.

os traumas aguçam meus enganos,
despercebidos passam
e eu me refaço, passo-a-passo.
na vida, não se tem tutorial.

vou então, abraçar o frio,
que é fadado.
meus traumas desfaço,
andarilho agora descalço,
é tudo um acaso, devo perceber.

ando onde for, sou nós
e no meu próprio veneno
descubro o que está depois,
e então, um novo frio
esquenta.

you wont mind, no.

Do you even see me
In your own mind, sometimes?
Do you even feel this urge I feel
to crawl down to me, sometimes?

Well, nevermind
The wheather is so fine,
and I am amused by some
pretty voices.

You won’t mind, no
I just waste time
Drink, cola, dances
at the bar.

You won’t mind, no.
in a little time.

2brat’s, ladeira a baixo.

osmose,
empatia
ou
simples determinismo caótico

me sinto mais próximo de ti agora,
S!

motivações derretidas e
não alcançamos agora
os restos.
para juntá-los, talvez
numa grande tentativa risonha de
levantarmos-nos.

meus olhos azuis, pálidos e
secos
me mostram tudo cinza.
minha fuga esgotou, e as
pessoas parecem flores mortas.

eu precisava realmente de alguns copos,
uma vacinação contra a vida
um atentado às responsabilidades
uma liberação divina
e qualquer coisa que prolongasse meus momentos de alegria.

talvez se fossemos mais confusos sobre
o nada
o tudo
e todas aquelas coisas que importam demais agora,
dariamos mais risadas
e estariamos genuinamente voltados para o mundo
talvez, S.

até quando permeará
as nuvens cinzas
em nossas ricas e lindas ruas?

osmose,
empatia
ou
simples determinismo caótico

me sinto mais próximo de ti agora,
S!